06 maio 2010

ROLHA!

Rolha!

 

Quem nunca ficou na expectativa, meio que querendo colocar os dedos no ouvido, ou, meio que prevendo o barulho que a rolha produziria, já com os ombros encolhidos só esperando o estouro clássico e o vôo da rolha? Pow!

 

No últimos dias confesso a vocês que passei por diversas lutas, várias, coisa da cabeça da gente, coisas que aconteceram de verdade, coisas que falei, coisas que escutei, coisas que tenho que fazer e decidir, coisas que achava que tinha que resolver e se eu não fizesse eu seria omisso, e blá blá blá, enfim.

 

Os últimos dias foram TERRÍVEIS. Meio depressivos, difíceis mesmo. Dores e dificuldades de gente grande!

Teve horas que achei que não iria agüentar, hora em que dá vontade de soltar o velho grito:

 

PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!

 

Cara, só sei dizer uma coisa, foi difícil!

 

O mais engraçado é que nem todos notam. Você consegue viver como se nada estivesse acontecendo, mas na cabeça, as coisas estão a mil por hora. Tudo o que lhe dava prazer e alegria já não tem sabor. Muito estranho isso!

 

Fato é que decidi lutar e não me entregar, então, a cada dia e a cada sensação de tristezinha eu tentava me segurar e soerguer, passo a passo, começando de novo, fazendo o que deveria ser feito como quem come salada achando horrível, mas sabendo que faz bem e é o melhor a ser feito.

 

Agora eu te pergunto: Você já se sentiu assim?

 

Problemas e situações aos olhos dos outros bobas, idiotas até, mas pra você uma bomba atômica.

Momentos de tristezas e perguntas que parecem que nunca serão respondidas, hora em que você não quer nada.

Desaparecer insiste em ser a melhor opção, sumir, fugir, ou algo que se assemelhe a isso.

 

Já sentiu isso?

 

Pois bem, hoje eu te convido a usar a tática que usei, SEJA UMA ROLHA!

 

Engraçado né? ROLHA? Isso mesmo, ROLHA! Tente pegar uma rolha, qualquer uma, e afunde-a num balde d´água.

Isso, coloca lá no fundão mesmo, ou melhor, bora nadar, pega essa rolha segura na sua mão e dá uma de ponta na piscina do seu amigo. Deixa ela lá embaixo, na parte mais funda da piscina, isso, lá no fundão mesmo.

 

Me diz aí, o que aconteceu? ELA BOIA!

Talvez ela tenha chegado a superfície da água antes mesmo de você, não é?

Afunda de novo, tenta outra vez, vai lá!

O que acontece? ELA BOIA! Essa rolha há de boiar tantas e quantas vezes for levada para o fundo.

Ainda que puxem ou a empurrem pro fundo: ELA BOIA!

 

Aprendi essa técnica de ser ROLHA com um amigo meu, PAULO, aquele da Bíblia, olha só!

 

II Co 4.16-18

“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atendendo nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”.

 

Pela Cruz,

Carlos Henrique

 

Ps.: Que saudade de escrever!

5 comentários:

  1. PS: que saudade de ler cronicas tão legais!

    xDD

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  2. Que saudade das metáforas do Carlos...

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  3. A cada dia me surpreendoooo,
    saudades de ler tantas coisas legais! XD

    BJUS

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  4. Gostei! Vou tentar ser uma rolha então...

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  5. Êpa! Bem vindo de volta. Que saudade dos seus textos, ó mestre das metáforas.

    Ainda ontem cozinhei lá em casa e quando abri a panela falei: "Voilá!". Me diga: de quem eu lembrei? De quem?
    Quem é a única pessoa que eu conheço que fala isso durante uma oração? E oração lá na frente da igreja? Quem? Quem?

    Abração

    Rique

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